Ir para o conteúdo
  • Quem Somos
  • Áreas de Atuação
  • Profissionais
  • Insights
    • Notícias
    • Opinião
    • Imprensa
    • Vídeos
    • Boletins Informativos
    • Ebooks
  • Eventos
  • Contato
    • Contato
    • Trabalhe Conosco
  • Compliance
  • Área do Cliente
  • Aviso de Privacidade
  • Quem Somos
  • Áreas de Atuação
  • Profissionais
  • Insights
    • Notícias
    • Opinião
    • Imprensa
    • Vídeos
    • Boletins Informativos
    • Ebooks
  • Eventos
  • Contato
    • Contato
    • Trabalhe Conosco
  • Compliance
  • Área do Cliente
  • Aviso de Privacidade
  • Quem Somos
  • Áreas de Atuação
  • Profissionais
  • Insights
    • Notícias
    • Opinião
    • Imprensa
    • Vídeos
    • Boletins Informativos
    • Ebooks
  • Eventos
  • Contato
    • Contato
    • Trabalhe Conosco
  • Compliance
  • Área do Cliente
  • Aviso de Privacidade
  • Lopes & Castelo, Opinião

O país dos juros mais altos do mundo: por que 0,25 ponto não basta

  • junho 17, 2026
  • 3:09 pm

Quarta-feira, 17 de junho, dois bancos centrais decidiram o rumo do dinheiro em seus países e a distância entre as duas decisões diz mais sobre a economia brasileira do que qualquer discurso.

Em Brasília, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, de 14,50% para 14,25% ao ano, no terceiro corte consecutivo do ciclo iniciado em março. Em Washington, no mesmo dia, o Federal Reserve manteve os juros americanos na faixa de 3,5% a 3,75%, em sua primeira reunião sob o comando de Kevin Warsh.

Ponto um instante sobre esses números. Enquanto a maior economia do planeta opera com juros abaixo de 4%, o empresário brasileiro convive com uma taxa básica de 14,25%, praticamente quatro vezes maior. E quando se desconta a inflação projetada, a constatação é ainda mais dura, pois mesmo depois de três cortes seguidos, o Brasil terminou o dia com a maior taxa real de juros do mundo, segundo o monitoramento das consultorias MoneYou e Lev Intelligence.

Isso, definitivamente, não é uma posição de prestígio, mas sim, um grande sinal de alerta.

O que 0,25 ponto realmente representa

A direção é correta e merece ser reconhecida, depois de manter a Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, entre junho de 2025 e março deste ano, o Banco Central começou a afrouxar e, em três reuniões, os juros recuaram 0,75 ponto, o que pode ser visto como um alívio.

Mas é um alívio homeopático para uma economia que precisa de tratamento intensivo. Cortar 0,25 ponto quando a taxa está em 14,25% equivale a aliviar uma febre de 40 graus baixando-a para 39,75. O paciente continua acamado. Para quem produz, contrata, investe e empreende no Brasil real, a diferença entre 14,50% e 14,25% é quase imperceptível na ponta do caixa. O custo do dinheiro continua proibitivo e desafiador.

A conta que o juro alto cobra das empresas

Juros elevados não são uma abstração de economista, eles aparecem, todos os dias, na vida concreta de quem toca um negócio e aparecem de formas que se acumulam:

Capital de giro caro. A empresa que precisa financiar estoque, folha e prazo de recebimento paga, sobre cada real tomado, uma taxa que corrói a margem antes mesmo de o produto chegar à prateleira. O juro alto transforma o capital de giro, que deveria ser oxigênio, em sufoco.

Investimento paralisado. Nenhum projeto sobrevive a uma matemática perversa. Por que um empresário arriscaria capital na expansão de uma fábrica, na compra de um equipamento ou na contratação de uma equipe, com todo o risco que isso envolve, se pode aplicar o mesmo dinheiro em um título público e receber mais de 14% ao ano sem trabalho e sem risco? O juro alto não apenas encarece o investimento produtivo, ele o torna economicamente irracional. A poupança vence a coragem e uma economia em que aplicar é mais rentável que produzir, é uma economia que estagna.

Crédito e endividamento. Com dinheiro caro, o crédito encarece para todos, para o consumidor que compra parcelado, para a empresa que rola dívida e para o tomador de financiamento imobiliário. O consumo perde força, as vendas caem, e o caixa que já estava apertado aperta mais. Não por coincidência, períodos de juros altos prolongados são também períodos de aumento da inadimplência e de recuperações judiciais. Muitas empresas saudáveis em sua operação quebram não por má gestão, mas por asfixia financeira, esmagadas pelo custo de uma dívida que se tornou impagável.

O Estado disputando o seu dinheiro. Há ainda um efeito silencioso e cruel. Quando o governo paga mais de 14% para se financiar, ele suga a poupança do país inteiro para dentro do Tesouro. O capital que poderia irrigar o setor produtivo é drenado para o serviço da dívida pública. O empresário, na prática, compete por crédito com o próprio Estado e claro, na maioria das vezes, perde.

O que deixamos de construir

Talvez o efeito mais grave do juro alto seja aquele que não aparece em nenhuma planilha, que é aquele que deixa de existir. As fábricas que não foram ampliadas. Os empregos que não foram criados. As empresas que não nasceram porque o financiamento inicial era inviável. Os negócios que não foram adquiridos, não foram modernizados, não foram passados adiante.

Cada ponto percentual mantido acima do necessário é um pedaço de futuro que a economia brasileira renuncia. E essa renúncia se compõe, ano após ano, no que os economistas chamam de produto potencial não realizado e que o empresário chama, simplesmente, de sonho adiado.

Por que defendo cortes mais profundos

Não se trata de irresponsabilidade fiscal nem de ignorar a inflação. Trata-se de proporção. O Brasil ostenta a maior taxa real de juros do planeta enquanto sua economia desacelera e seu setor produtivo pede socorro. Há espaço e há necessidade de uma política monetária mais ousada, que devolva ao empresário a previsibilidade e o custo de capital compatíveis com um país que quer crescer.

Cortes graduais de 0,25 ponto sinalizam cautela, e a cautela tem seu valor. Mas cautela em excesso, diante de um juro real que não tem paralelo no mundo, deixa de ser prudência e passa a ser um freio permanente sobre quem gera riqueza e emprego.

Porque o argumento precisa ser honesto

É justo reconhecer o dilema do Banco Central. As projeções de inflação se deterioraram e a pesquisa Focus aponta 5,3% para 2026, acima do teto da meta, e as expectativas seguem desancoradas, pressionadas pelos choques de petróleo e alimentos decorrentes do conflito no Oriente Médio. Cortar juros com mais agressividade nesse cenário traz riscos reais de perder o controle dos preços e inflação alta também destrói empresas, talvez de forma ainda mais traiçoeira.

O ponto, porém, não é abandonar o combate à inflação. É reconhecer que manter o juro real mais alto do mundo por tempo prolongado tem um custo igualmente devastador, ainda que mais silencioso. Existe um equilíbrio a ser buscado e ele está, hoje, longe demais do lado do aperto.

A lição para o empresário

Enquanto o debate sobre a Selic se desenrola em Brasília, há uma verdade que nenhum corte de juros vai resolver no lugar de quem empreende, a empresa que depende de juro baixo para sobreviver já nasceu frágil.

A taxa de juros é uma variável que não controlamos. O que controlamos é a estrutura do nosso negócio, sua organização financeira, sua eficiência tributária, seu nível de endividamento, sua capacidade de gerar caixa próprio e de resistir a ciclos adversos.

As empresas que atravessam períodos de juro alto sem se quebrar não são as que tiveram sorte, são as que se prepararam, que blindaram o patrimônio, planejaram a sucessão, organizaram a casa e construíram valor real, em vez de improvisar a cada crise.

Que este novo ciclo de cortes seja o primeiro de muitos, e mais profundos. Mas, sobretudo, que ele encontre empresas preparadas para crescer quando o dinheiro, enfim, voltar a custar o que deveria custar. Porque os juros sobem e descem e quem construiu uma empresa sólida estará pronto nos dois movimentos.

Por Luis Castelo
Advogado Sócio-Fundador Lopes & Castelo Sociedade de Advogados

Quer ficar por dentro das notícias da Lopes & Castelo, inscreva-se!

Cadastre-se no nosso formulário e receba a nossa newsletter!

Post Recentes

Podcast Leis & Negócios | Ep. 81 – José Antonio Pauleschi, Grupo DAGAN

Ler Mais »

Especial Reforma Tributária – REFORMA EM MOVIMENTO N. 57

Ler Mais »

Especial Reforma Tributária – REFORMA EM MOVIMENTO N. 56

Ler Mais »

Sequestro Digital de Informações – Entenda o que é Ataque Ransomware e como se proteger

Ler Mais »
Facebook Instagram Linkedin Youtube Spotify

São Paulo / SP
Av. Engenheiro Luís Carlos Berrini, 1.493,
15º Andar,  São Paulo – SP
CEP 04571-011

Telefone: (11) 3876-1360
Email: contato@lopescastelo.adv.br

Recife / PE
Av. Eng. Antônio de Góes, 60 – 7ª And.
JCPM Trade Center – Boa Viagem
Recife, Pernambuco
CEP: 51010-000

Telefone: (81) 3040-0053

Rio de Janeiro / RJ
Rua do Passeio, 38 – 15º And.
Torre 2 – Centro – Rio de Janeiro/RJ
CEP: 21021-290

Telefone: (21) 2391-4764

Vitória/ES
Rua Jose Alexandre Buaiz, 300 – 20º And.
Enseada do Suá – Vitória/ ES
CEP: 29050-545

Telefone: (27) 4040-4948

Lopes & Castelo Sociedade de Advogados - Todos os Direitos Reservados

  • Aviso de Privacidade
  • Código de Ética e Conduta

Portal do Cliente Lopes & Castelo

Este ambiente é destinado exclusivamente aos clientes da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados.

Caso não tenha suas credenciais ou tenha esquecido sua senha, envie um e-mail para juridico@lopescastelo.adv.br informando os dados da sua empresa. Enviaremos suas informações de acesso.

Preciso de ajuda para acessar o PORTAL?

BAIXE O MANUAL DE ACESSO