Entrevista para a Análise Editorial. Leia a íntegra
O número de empresas brasileiras que entraram com processo de recuperação judicial vem crescendo a cada ano. Segundo dados do Monitor RGF de Recuperação Judicial, o primeiro trimestre de 2025 teve 4.881 empresas com pedidos abertos de RJ. Isso representa um aumento de 6,9% em relação ao quarto trimestre de 2024, quando eram 4.568 companhias.
Esse tipo de movimentação no mercado tem se tornado bastante comum, independentemente do setor de atuação. Recentemente, empresas como a Gol, Casa do Pão de Queijo, supermercado Dia, Subway e as Casas Bahia precisaram de ajuda para reestruturar suas dívidas.
Por que isso está acontecendo?
Tomasi, aborda que alguns fatores econômicos são os principais motivos dessa alta nos números. Segundo a advogada, em 2024, o mercado brasileiro se planejou para um recuo da Selic para 9%, porém a taxa de juros fechou em 12,25%. Isso frustrou o planejamento financeiro das empresas, contribuindo para o agravamento da crise de liquidez.
“Essas empresas que hoje se veem obrigadas a arcar com um custo de capital superior ao que foi originalmente estimado. Isso certamente compromete a liquidez e pressiona o serviço da dívida de forma insustentável em muitos casos”, complementa Ana Paula.
Com essa alta na taxa de juros, Sandra Regina Freire Lopes, sócia da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados, escritório também eleito Mais Admirado no anuário ANÁLISE ADVOCACIA, diz que esses fatores, somados à dificuldade na obtenção de crédito, aumento da carga tributária, adversidades climáticas e incertezas no âmbito político, vêm dificultando a vida dos empresários brasileiros. “Quando sua inadimplência afeta sua própria atividade, por vezes, o pedido de recuperação judicial se apresenta como única solução.”





