Banco Central sinaliza juros básicos a 9% ainda este ano
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Banco Central sinaliza juros básicos a 9% ainda este ano

SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central divulgou ontem a ata da sua última reunião e afirmou que a taxa básica de juros (Selic) pode chegar “a patamares ligeiramente acima dos mínimos históricos, e nesses patamares se estabilizar”. O nível mais baixo que a taxa chegou foi de 8,75%, entre outubro de 2009 e junho de 2010. Na reunião do dia 6 de março a autoridade monetária reduziu a taxa Selic em 0,75 pontos percentuais, passando de 10,5% para 9,75% ao ano.

Na ata, o Banco Central deu sinais de que a inflação está evoluindo para o centro da meta e por isso não detecta mudanças substantivas nas estimativas para o ajuste total das condições monetárias subjacentes a esse cenário. Além disso, o texto destaca que dois membros do Comitê “ponderam que seria oportuna a manutenção do ritmo de ajuste da taxa básica de juros”.

Para o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira, a redução de 0,75% já ocorrerá na próxima reunião, marcada para o dia 18 de abril. O especialista sustenta a tese de que quando a autoridade monetária sinaliza redução em uma ata, mantém o mesmo percentual da reunião anterior no encontro seguinte. Ele acredita que se o cenário econômico se mantiver estável o BC pode reduzir a taxa a patamares mais baixos.

A LCA Consultores divulgou, por meio de nota, que acredita que o ajuste da taxa será promovido com dois cortes adicionais: um de 0,50 pontos percentuais, em 18 de abril; e outro de 0,25 pontos percentuais, em 30 de maio. Mas a consultoria afirma que “não se deve descartar totalmente a possibilidade de o ajuste remanescente ser realizado de uma só vez, através de um derradeiro corte de 0,75 pontos, já na próxima reunião do Copom”

O professor do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais de Minas Gerais (IBMEC- MG) , Márcio Salvato, afirma que a autoridade monetária está percebendo um desaquecimento da demanda, dado a fatores externos e queda da produção industrial, o que faz com que o BC faça uma leitura de que o risco de gerar uma inflação de curto prazo é baixo e por isso ele pode fazer uma política monetária mais “frouxa”, que permita maior consumo sem que ocorra um risco inflacionário. “Há espaço para crescimento da demanda”, completou.

O Comitê deixa claro essa oportunidade de “afrouxamento econômico” ao afirmar que entende “que riscos baixos para a inflação subjacente no curto prazo tendem a reduzir incertezas em relação ao comportamento futuro da inflação plena, facilitam a avaliação de cenários por parte da autoridade monetária, assim como auxiliam no processo de coordenação de expectativas dos agentes econômicos, em particular, dos formadores de preços”.

Para o representante da Anefac, “a princípio, se o BC tomar essa medida [de redução] pode haver impacto no consumo, nesse momento o banco esta mais preocupado com o crescimento econômico e em um segundo momento vai pensar na inflação”.

Na ata, o Copom também enfatizou que houve uma desaceleração da economia brasileira no segundo trimestre de 2011, maior do que esperado, e aponta que o cenário internacional ainda contribui para um ambiente econômico com nível de incerteza acima do usual. “Eventos recentes indicam postergação de uma solução definitiva para a crise financeira europeia, e que persistem riscos associados ao processo de desalavancagem (redução de dívidas e investimentos) ora em curso nos principais blocos econômicos”, afirma.

Ainda sobre o cenário internacional o Banco Central acredita que as perspectivas de crescimento para a economia mundial neste ano sujeitam-se a significativos riscos de baixa, haja vista a crise europeia, a desaceleração do comércio mundial e as tensões geopolíticas no Oriente Médio.

2013

A economista Alessandra Ribeiro, afirmou por meio de nota, que “por mais que medidas macroprudenciais sejam usadas para se tentar controlar a inflação, a autoridade monetária terá que promover certo ajuste na taxa básica [Selic], tendo-se em vista evitar o estouro do teto da meta de inflação em 2013. Assim, sustentamos a projeção da Selic a 11% ao final de 2013”.

O primeiro boletim Focus, publicado pelo Banco Central, depois da decisão do Copom apontou que os analistas de mercado projetam que a taxa básica de juros não se mantenha em patamares tão baixos no próximo ano e pode chegar a 10%. Uma semana antes da divulgação da Selic, a projeção taxa estava em 10,5%.

Fonte: DCI – Diário Comércio Indústria & Serviços

Por Paula de Paula

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