Emissão de debêntures cresce e alcança R$ 9 bilhões no mês
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Emissão de debêntures cresce e alcança R$ 9 bilhões no mês

SÃO PAULO – A emissão de títulos de dívida privada, as conhecidas debêntures, praticamente dobrou de R$ 4,99 bilhões em março para R$ 9,474 bilhões em abril, de acordo com dados preliminares da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“A perspectiva de redução da taxa básica de juros está incentivando as companhias a refinanciarem suas dívidas e captarem recursos para seus projetos de expansão”, avaliou o professor de finanças do Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Eduardo Coutinho.

Ao confirmar o novo recorde de emissões no primeiro quadrimestre de 2012, R$ 20,57 bilhões, o professor considerou que as companhias brasileiras ainda dão preferência ao financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. “O BNDES é a primeira fonte das empresas; a segunda, restrita às grandes empresas é o mercado externo com capital mais barato que o local; a captação doméstica por emissão de debêntures aparece em terceiro lugar na preferência das companhias”, diz.

Em abril, o BNDESPar liderou a captação doméstica por meio de uma oferta pública em três séries que totalizaram R$ 2 bilhões, mesmo valor captado pela Redecard em 4 séries coordenadas pelo Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB Investimentos), seguido pela emissão de R$ 1,5 bilhão da Camargo Corrêa Cimentos em duas séries por meio da oferta por esforços restritos de colocação nos moldes da Instrução n. 476 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

“As empresas de capital fechado dos setores de serviços e da indústria, tanto para fazer o alongamento de seus prazos de financiamento como para renovar seus ativos imobilizados estão solicitando operações para emissões de debêntures em 2012”, disse o sócio diretor da divisão de auditoria da BDO, Jairo Soares. Segundo o diretor, o prazo médio de financiamento via debêntures está na faixa entre 5 e 7 anos.

De fato, além do BNDESPar, da Redecard e da Camargo Corrêa Cimentos, outras 16 empresas conseguiram acessar o mercado de emissão de títulos privados no mês passado, sendo duas por ofertas públicas e 14 por esforços restritos de colocação.

A MRV Engenharia e Participações emitiu duas séries em oferta pública coordenada pelo Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB Investimentos), no total de R$ 500 milhões, e a Concessionária de Rodovias do Oeste de São Paulo (Via Oeste) também captou R$ 750 milhões por meio de uma oferta pública coordenada pelo Banco BTG Pactual.

Por meio de esforços restritos, o Bradesco BBI coordenou ofertas para a Prosegur Holding em R$ 100 milhões; Prosegur Activa Alarmes em R$ 120 milhões; e duas séries de R$ 230 milhões cada para a Prosegur Transportadora de Valores e Segurança, num total de R$ 680 milhões ao grupo.

Na mesma modalidade, o Banco Fator coordenou a operação da Companhia Paulista de Securitização em R$ 611,72 milhões, volume superior aos R$ 500 milhões que a Telemar Participações captou com a coordenação da Caixa Econômica Federal.

Em operação coordenada pelo Itaú BBA, a Brazil Pharma captou R$ 250 milhões em duas séries, e na sequência o BES Investimentos coordenou a operação de R$ 128,1 milhões para a Nsospe empreendimentos e Participações.

A Engenharia e Sistemas de Energia (Energest), do grupo EDP Brasil, exibiu operação de R$ 120 milhões, coordenada pelo Bradesco BBI, instituição financeira que também trabalhou na captação de R$ 100 milhões da Nova Pontocom, e na operação de R$ 60 milhões da Abimex Importação e Exportação.

O Credit Suisse coordenou duas ofertas por esforços restritos; a primeira, de R$ 100 milhões foi para a Omni Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros, e a segunda, de R$ 50 milhões para a Montreal Empreendimentos Comércio e Indústria, empresa que já teve o registro de companhia aberta cancelado pela CVM por falta de atualização de dados em 2010.

Entre as estruturas realizadas com valor inferior a R$ 50 milhões, foram realizadas quatro ofertas por esforços restritos de colocação. O Pine Investimentos DTVM coordenou duas; a primeira de R$ 40 milhões para a Cipasa Desenvolvimento Urbano, e a segunda, de R$ 25 milhões para a RB Capital Realty IX Empreendimentos Imobiliários.

O Banco ABC Brasil entregou em abril, a captação de R$ 30 milhões para a Oceanic Incorporações e Administração, e com o mesmo montante, o Banco Votorantim coordenou a emissão de debêntures da Trisul.

Fonte: DCI – 03/05/2012

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