Entrevista para a Análise Editorial. Leia a íntegra
Durante décadas, o departamento jurídico das empresas operou nas margens: era acionado quando o problema já havia chegado, um processo trabalhista, uma autuação ambiental, uma crise de reputação. Esse modelo reativo, embora ainda presente em muitas organizações, perdeu espaço para uma atuação mais estratégica e preventiva, impulsionada pelo avanço das agendas ESG (Environmental, Social and Governance) no mundo corporativo.
A sigla, que representa os pilares ambiental, social e de governança, tem reorganizado a forma como empresas são avaliadas por investidores, reguladores e pela sociedade. E no centro dessa transformação, o jurídico passou a ocupar um papel de arquiteto institucional, não apenas fiscalizando normas, mas ajudando a construir as estruturas que tornam o impacto social algo concreto, rastreável e sustentável.
O jurídico como estrategista de impacto
Luis Castelo, sócio da Lopes e Castelo Sociedade de Advogados, reforça essa leitura. Segundo ele, o advogado deixou de ser apenas um guardião da conformidade para atuar como um estrategista que ajuda a integrar o impacto social ao modelo de negócio e à tomada de decisões. Isso inclui a estruturação de políticas internas, mecanismos de governança, programas de diversidade e canais de denúncia.





