Entrevista para a IstoÉ. Leia a íntegra
Em meio à crise que levou à liquidação extrajudicial da Will Financeira, surgiram rumores pelas redes sociais de que outros bancos digitais seguiriam o mesmo caminho. As preocupações foram levantadas sobretudo em relação ao Nubank, já que ele possui uma ampla base de mais de 112 milhões de clientes.
Especialistas consultados pela IstoÉ Dinheiro, no entanto, explicam que a situação do Nu é bastante diferente, e que sua operação oferece transparência e garantia muito maiores do que o banco digital amarelinho.
O que aconteceu com o Will?
As diferenças entre os casos do Nubank e do Will iniciam pelo próprio entendimento do que ocasionou a mais recente liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central (BC).
O Will integrava a holding Master, que em novembro foi envolvida por uma investigação da Polícia Federal com suspeitas de gestão fraudulenta. Em um mesmo dia, seu CEO foi preso e o Banco Master teve sua liquidação extrajudicial decretada, com o BC apontando “uma grave crise de liquidez”.
Naquela altura, o BC permitiu que o Will seguisse em funcionamento sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET), mecanismo que permite ao banco funcionar enquanto uma nova equipe tenta consertar a casa.
Nubank cumpre exigências mais rigorosas de transparência
Além de não integrar nenhum conglomerado, o Nubank é uma empresa de capital aberto com ações negociadas na Bolsa de Nova York. Assim, necessita cumprir rigorosos padrões de transparência sobre sua governança, como relatórios periódicos com detalhes de sua situação financeira. No terceiro trimestre de 2025, seu balanço mais recentee reportou receita de US$ 4,2 bilhões, com lucro líquido de US$ 783 milhões.
No final do ano passado, o Nubank anunciou ainda que irá buscar junto ao Banco Central a licença para operar de fato como um banco, deixando para trás sua classificação de fintech. A mudança trará ainda mais exigências de segurança para a instituição.
Além disso, a própria operação para os clientes do Nubank oferece uma segurança maior. “No caso do Will Bank, houve sinais objetivos de fragilidade, como insolvência e problemas operacionais em meios de pagamento, algo que não se observa no Nubank”, recorda o advogado Luis Castelo, sócio da Lopes & Castelo Sociedade de Advogados.





